O ambiente regulatório global está passando por uma mudança estrutural: os padrões de divulgação de informações sobre sustentabilidade desenvolvidos pelo International Sustainability Standards Board, conhecidos como IFRS S1 e S2, começam a ganhar força como ferramenta obrigatória de transparência corporativa. Contudo, apesar da urgência regulatória, a adesão voluntária ainda está aquém do necessário, criando um desafio real para empresas que precisam se alinhar com uma agenda ESG robusta e confiável.
O que são as normas IFRS S1 e S2?
Primeiramente, esses padrões foram elaborados para criar um linguagem global uniforme de divulgação de riscos e oportunidades de sustentabilidade, integrando questões ambientais, sociais e de governança às informações financeiras tradicionais. O IFRS S1 trata das divulgações gerais de sustentabilidade, enquanto o IFRS S2 foca especificamente em métricas relacionadas ao clima, incluindo emissões de gases de efeito estufa.
A proposta não é apenas técnica: trata-se de possibilitar que investidores e demais partes interessadas comparem, de forma consistente e transparente, o desempenho ESG entre empresas, eliminando a fragmentação das divulgações e fortalecendo a confiança no mercado.
De voluntário para obrigatório: o cenário regulatório no Brasil
Embora originalmente voluntárias, essas normas estão sendo incorporadas ao arcabouço regulatório de diversos países, inclusive no Brasil. Dessa forma, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu que, a partir de 2026, companhias abertas deverão integrar os padrões internacionais de sustentabilidade aos seus relatórios corporativos.
Mas, apesar de prazos próximos, a adesão voluntária tem sido surpreendentemente baixa. De um universo de cerca de 700 empresas listadas na bolsa brasileira, apenas oito adotaram antecipadamente as normas até o fim de 2025. Essa discrepância evidencia que muitas organizações ainda deixaram a preparação para o último minuto, subestimando a complexidade de integrar dados financeiros e ESG de forma articulada e controlada.
Por que a adesão ao IFRS está lenta?
Existem vários motivos que explicam essa resistência ou atraso:
- Integração de dados complexa: muitas empresas ainda não possuem sistemas que conectem relatórios financeiros a indicadores de sustentabilidade de maneira padronizada.
- Recursos e capacitação: ajustar processos internos, treinar equipes e investir em tecnologia exigem tempo e orçamento; muitas organizações estão apenas começando.
- Desafio do escopo 3: medir e reportar emissões indiretas, como as geradas ao longo da cadeia de valor, é frequentemente visto como um dos aspectos mais difíceis da implementação.
Esses fatores, portanto, mostram que a adoção dos padrões IFRS não é uma tarefa trivial. Ela exige planejamento estratégico, integração de departamentos e governança sólida para garantir dados consistentes e confiáveis.
Vantagem competitiva para quem antecipa a conformidade
Mesmo com a obrigatoriedade iminente, as organizações que iniciarem a preparação antes do fechamento de 2026 ganham mais do que conformidade: ganham vantagem competitiva. A integração eficaz de informações financeiras e de sustentabilidade permite que a empresa compreenda melhor seus riscos, identifique oportunidades. Um exemplo é a redução de custos com energia ou eficiência operacional que demonstre aos investidores e clientes um compromisso real com práticas sustentáveis.
Governança e ESG como pilares da credibilidade corporativa
Entretanto, é importante enfatizar que o compliance aos padrões IFRS não é uma questão burocrática isolada. Pelo contrário, representa a evolução da governança corporativa, elevando a sustentabilidade a um nível estratégico de gestão e comunicação institucional. Quando feito com rigor técnico e transparência, esse processo fortalece a reputação da marca e a confiança dos mercados.
Por isso, preparar sua empresa para as normas ESG e IFRS não precisa ser um requisito temido, pode ser uma vantagem estratégica. A equipe de consultoria em Governança e ESG da Great Group está pronta para auxiliar sua organização em todo o processo: desde a análise de lacunas até a implementação de práticas que acelerem a conformidade com os padrões internacionais.
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